A ocupação de camas hospitalares por doentes que são abandonados pela família custou ao Serviço Nacional de Saúde, em 2011, mais de 12,2 milhões de euros, revela um estudo do economista Miguel Gouveia, que é apresentado hoje na Universidade Nova de Lisboa. Nos últimos três anos foram deixados, pelas respectivas famílias, 560 doentes nas unidades de saúde.

Segundo o estudo, o número de dias de internamento hospitalar sem motivo clínico foi de 14 4103, entre os anos 2010 e 2011.

Já o número de dias de espera em hospital por resposta tardia da rede de cuidados continuados foi de 566 435, em 2010 e 2011. O estudo revela ainda que quase metade (45%) dos doentes que vão a uma Urgência não precisa desse atendimento, podendo ser transferidos para os centros de saúde.

Os custos directos para o Estado desses atendimentos, sem incluir a despesa com os medicamentos, são na ordem dos 148 milhões de euros anuais.

Já a transferência dos doentes para os centros de saúde representaria uma poupança, a longo prazo, de 372 milhões de euros.

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