O advogado de Ferreira da Silva, que matou a tiro o ex-genro em 2011 na Mamarrosa, Oliveira do Bairro, defendeu ontem a condenação do arguido por homicídio privilegiado, punido com pena de prisão de um a cinco anos, que é substancialmente inferior ao homicídio qualificado de que está acusado – de 12 a 25. Nas alegações finais, no tribunal de Anadia, Celso Cruzeiro argumentou que o seu constituinte estava numa posição de "legítima defesa" e de "descontrolo emocional".

"É um crime a quente", sublinhou. Celso Cruzeiro aludiu a queixas de violência doméstica de que a juíza, filha do arguido, terá sido vítima, e a ameaças e insultos de que Cláudio Mendes terá sido o autor. Durante mais de três horas, falou ainda do "pânico" vivido pela família devido ao alegado comportamento violento de Cláudio e da "paciência ilimitada" do arguido até "lhe saltar a mola". O arguido actuou num quadro de "emoção violenta", após Cláudio agredir a sua tia e fazer um gesto que interpretou como o sacar de uma arma, diz a defesa. No final, Ferreira da Silva referiu que Cláudio era seu amigo e falou da "angústia" e da "dor permanente" que sente com a sua morte. O acórdão é lido no próximo dia 7.

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