Augusto Fernandes, o dono do stand Impocar, a quem os pais de Angélico Vieira acusam de ter falsificado a assinatura daquele após a sua morte, em Junho do ano passado, em Estarreja, contestou a acção interposta no Tribunal de Vila do Conde, onde lhe é exigido 134 mil e 500 euros – a quantia é relativa a duas viaturas que ficaram na posse de Augusto após o acidente e ainda a um terceiro carro vendido pelo cantor antes da morte, mas do qual não recebeu todo o dinheiro.



Na contestação, o advogado João Magalhães defende que família de Angélico quer fugir às indemnizações a pagar aos pais de Hélio, que faleceu, e de Armanda, que ficou gravemente ferida. "Esquecem também os autores a responsabilidade indemnizatória que têm para com o pais de Hélio, da Armanda, para com a Brisa e o Fundo de Garantia Automóvel", diz.

Augusto garante ainda que não tem que devolver um cêntimo aos pais de Angélico, pois todos os contratos foram "integralmente cumpridos". Diz ainda que a troca do Ferrari 131 e do Audi A4 pelo BMW 635, ao volante do qual o cantor morreu, foi legal. "A ré nunca emprestou viaturas a troco de publicidade. As viaturas foram entregues mediante dinheiro ou troca por outros carros ", lê-se.

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