O incêndio nas instalações do Retail Park, em Portimão, que ocorreu a 23 de Setembro, deveu-se a causas naturais. A conclusão consta do relatório preliminar do Laboratório de Polícia Cientifica da Judiciária que excluiu a hipótese de ter existido intervenção de terceiros.



Os inspectores afastaram também a possibilidade de ter sido um curto-circuito. A tesemais forte é a de que terá havido um sobreaquecimento nas instalações,mas a Polícia Judiciária aguarda ainda um último relatório para confirmar tal versão.

Certo é, para já, que o foco de incêndio começou no armazém onde estava localizado o DeBorla, tendo as chamas alastrado a mais seis lojas - Continente, Moviflor, Rádio Popular, Staples, Aki e Decathlon. O trabalho dos técnicos do Laboratório de Polícia Científica foi bastante complicado devido à enorme extensão dos escombros. Durante mais de um mês, a Judiciária analisou cerca de 15 mil metros quadrados de área destruída, tendo mesmo que contar com o apoio de máquinas que foram ajudando os inspectores a percorrer os escombros. O facto de durante vários dias ter também chovido intensamente na zona dificultou a operação dos técnicos do LPC, que chegaram a ser forçados a interromper os trabalhos.

Para além disso, os investigadores tiveram de se socorrer da planta do Retail Park e das respectivas lojas para perceber ao certo onde estavam localizados certos pontos, como por exemplo as instalações eléctricas de cada armazém.

O incêndio destruiu grande parte do parque comercial. Apenas a zona de restauração, um posto de combustível e a oficina não foram atingidas pela violência das chamas.

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