A Câmara de Faro decidiu cortar, a partir deste mês, o apoio financeiro que dava à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários – 9500 euros/mês. Fonte da associação diz que a decisão põe em risco a sobrevivência dos bombeiros, que contam com 17 assalariados.



"Tenho muito respeito pelo trabalho desenvolvido pela associação, mas nós estamos impedidos, por razões legais, de fazer a passagem de verbas ou património para essa entidade, que não está em condições de regular funcionamento", explica o presidente da Câmara.

Macário Correia frisa que a associação "não tem eleições há vários anos, as contas não estão aprovadas, não existe parecer do conselho fiscal, tem penhoras e não dispõe da situação regularizada perante o Fisco e a Segurança Social".

Ao CM, o tesoureiro da associação, José Cotim, garante que "as contas já estão aprovadas" e que foi iniciado o processo para "marcação de eleições para o final de Dezembro". E acrescenta que a situação com a Segurança Social "será regularizada dentro de dias" e que "não há dívidas ao Fisco".

José Cotim reconhece que uma ambulância está penhorada, mas refere que a Câmara também deve dinheiro à associação, respeitante ao anterior mandato.

cm