O Hospital de Braga garantiu esta quarta-feira que "a todo o momento foram prestados os cuidados de saúde necessários" a um doente ventilado que sofreu uma paragem cardiorrespiratória durante a realização de uma tomografia axial computorizada (TAC).



A mãe do doente queixou-se, em declarações à SIC, que o filho foi ali tratar um abcesso mas não terá sido bem atendido, tendo, em resultado disso, ficado sem andar nem falar. Quando deu entrada no hospital, em Fevereiro, o doente, de 29 anos, era um homem com 95 quilos e hoje já só pesa 50. A mãe garante que o caso já foi participado à Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS).

A Lusa contactou a IGAS, que remeteu para os próximos dias a confirmação da entrada da queixa e eventuais outras declarações sobre o assunto. O doente deu entrada naquele hospital com um abcesso, tendo-lhe sido diagnosticada uma angina de Ludwig, uma doença infecciosa grave e potencialmente letal. Foi internado nos cuidados intensivos e operado.

O Hospital de Braga confirmou à Lusa que, durante a realização de um TAC, o doente entrou em "paragem cardiorrespiratória", sublinhando que esta é "uma situação que pode suceder em doentes ventilados".

"Na sequência da paragem cardiorrespiratória, foram de imediato iniciadas manobras de reanimação por um médico e um enfermeiro, da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, que estavam no local a acompanhar o doente, conforme procedimento em vigor", acrescenta um comunicado do hospital.

Diz ainda que "a todo o momento foram prestados os cuidados de saúde necessários ao doente, tendo em conta o respectivo quadro clínico".

A mãe alega que no hospital lhe terão dito que o tubo por onde o filho estava a ser ventilado se soltou, tendo o doente estado uns cinco minutos em paragem cardiorrespiratória. O doente está há três meses internado numa unidade de cuidados continuados, em Braga.

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