As populações afectadas pelo mau tempo que feriu 13 pessoas e provocou vários milhões de euros em estragos no Algarve podem ser apoiadas através de uma conta aberta para o efeito pelo Crédito Agrícola, anunciou hoje o banco.



A 'conta solidariedade' foi aberta pela agência de Silves do Crédito Agrícola e vai permitir, segundo a instituição bancária, receber donativos dos interessados em ajudar as vítimas.

"Os donativos, a favor das vítimas mais necessitadas e da respectiva recuperação de património, podem ser depositados em qualquer agência do Crédito Agrícola ou através de transferência bancária para o NIB [Número de Identificação Bancária] 0045.7130.42000308050.31", precisou o banco num comunicado.

O texto apela ainda à "participação de todos para minimizar os efeitos causados pela catástrofe natural".

Os fortes ventos que atingiram na sexta-feira o Algarve provocaram 13 feridos, três deles em estado grave, e danos em cerca de uma centena de habitações, nas piscinas municipais de Silves, no estádio do Silves Futebol Clube e no telhado da câmara da cidade.

Causaram também a queda de árvores e de estruturas eléctricas, deixando milhares de pessoas sem energia durante várias horas.

Os prejuízos foram estimados em quase cinco milhões de euros, segundo o relatório de levantamento dos estragos apresentado na terça-feira, em Lisboa, pelos autarcas de Lagoa e Silves, José Inácio Eduardo e Rogério Pinto, respectivamente, aos ministros da Administração Interna, Miguel Macedo, e Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas.

Num comunicado divulgado após terminar a reunião entre os autarcas e os ministros, o Governo reiterou "a intenção de apoiar no mais curto prazo possível as famílias e os municípios afectados, através dos instrumentos legais apropriados", cuja resolução deverá ser aprovada no próximo Conselho de Ministros.

Segundo os autarcas, no concelho de Silves os prejuízos nos bens públicos ascendem a 1,6 milhões de euros e nos privados a 2,1 milhões de euros, enquanto no concelho de Lagoa os danos totalizam 350 mil euros no público e 1,1 milhões de euros no privado.

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