Quando se lembra da manhã de 29 de Maio último, Maria Isabel Rodrigues ainda treme. Tinha ido ao Centro de Saúde da Covilhã e regressou a casa a pé. A meio do percurso até ao Bairro de Santo António, onde reside, a doméstica de 58 anos foi abordada por um "jovem bem parecido e bem vestido" que lhe perguntou as horas. "Assim que levantei o braço para ver o relógio, ele saltou para mim, agarrou-me o pescoço e o braço para me roubar um fio e as pulseiras de ouro", descreve. "Não saí de cada durante um mês, com o medo", diz.



Os roubos na via pública são o crime que mais subiu na Covilhã e o que mais preocupa os habitantes e as autoridades policiais, assim como os assaltos a estabelecimentos e em residências.

"As pessoas idosas são alvos mais fáceis para este tipo de criminosos porque têm mais dificuldades em defender-se", adianta fonte da PSP.

Nos últimos meses têm-se registado furtos a estabelecimentos onde o alvo é sobretudo artigos em ouro e comida. Num registo mais violento, destaque para as duas recentes tentativas de assalto à mão armada a uma ourivesaria e a uma loja de compra de ouro em pleno dia.

"A NOSSA PSP FAZ O MELHOR QUE SABE": Miguel Bernardo, Pres. A. Empresarial da Covilhã

Correio da Manhã – Têm ocorrido assaltos à mão armada a estabelecimentos. Os comerciantes sentem-se seguros?

Miguel Bernardo – Não me parece que tenha passado a haver um clima de insegurança. Essas situações são lamentáveis, mas são casos pontuais numa cidade por norma pacífica. No entanto, a segurança dos nossos comerciantes é uma preocupação.

– O policiamento da cidade é o adequado?

– A PSP faz o melhor que pode com os meios que tem e nós estamos muito gratos pelo trabalho que desenvolve. Mas há sempre espaço para melhorar, sobretudo em termos tecnológicos.

– Como assim?

– Deveria ser agilizada a comunicação para que o tempo entre o alerta e a resposta das autoridades seja mais curto.

– Câmaras de vigilância poderão ser uma solução?

– Esses meios têm-se mostrado úteis em determinadas situações mas tenho reservas.

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