José Arteiro Cavalcante Lima, advogado da mãe da modelo desaparecida Eliza Samúdio e assistente da acusação no julgamento dos acusados pela suposta morte da jovem, na cidade de Contagem, estado brasileiro de Minas Gerais, afirmou nesta quarta-feira que fez um acordo com um dos principais arguidos, Luis Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.



Segundo arteiro, Macarrão, acusado nos autos de ter raptado Eliza no Rio de Janeiro em Junho de 2010, de a ter levado à força para Minas Gerais e de, aí, ter participado na execução da jovem a mando do ex-guarda-redes do Flamengo, Bruno, a quem a jovem exigia o reconhecimento de um filho, estaria disposto a confessar a sua participação no crime em troca de benefícios.

Entretanto, Leonardo Diniz, advogado de defesa de Macarrão, negou que o seu cliente tenha feito qualquer acordo com Arteiro ou com a acusação, e adiantou que tal nem seria possível, pois não houve crime e, portanto, o seu cliente não teria o que confessar.

O corpo de Eliza Samúdio, que tinha 25 anos quando desapareceu, não foi localizado até hoje, o que é o maior trunfo da defesa de Macarrão, de Bruno e dos outros acusados, que alegam serem inocentes até porque, segundo eles, não houve crime algum e Eliza está desaparecida por vontade própria.

Manobras da defesa reduziram o número de arguidos de cinco, na segunda-feira, quando ojulgamento começou, para apenas dois, o próprio Macarrão e Fernanda Castro, ex-namorada do guarda-redes e acusada de ter vigiado Eliza enquanto esta foi supostamente mantida em cativeiro pelo atleta.

Bruno e o ex-polícia Bola, acusado de ser o executor de Eliza, conseguiram ser retirados do actual processo depois de terem trocado de advogado e de os novos exigirem tempo para se inteirarem dos detalhes do caso, e a quinta arguida, Dayanne, ex-mulher de Bruno, foi separada dos demais pela juíza Marixa Rodrigues por ter o mesmo advogado do ex-futebolista.

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