O glaciar Aletsch, no cantão suíço de Valais, devolveu os corpos de três irmãos que desapareceram há 86 anos quando praticavam montanhismo. A descoberta foi feita esta semana por dois alpinistas britânicos.

Fontes policial, citadas pelo jornal espanhol "Publico", confirmaram esta quinta-feira que os cadáveres pertencem a Johann, Cletus e Fidelis Ebener, que desapareceram em março de 1926. Junto aos restos mortais, foram encontrados restos de roupa, raquetes de neve, bastões de esqui, um relógio de bolso e uma mochila com 9 francos da década de 1920, entre outros objetos.

Os três irmãos saíram de casa, em Kippel, na manhã de 4 de março de 1926 para caminhar na montanha com um vizinho e guia de montanha, Max Rieder. A meio da manhã fizeram uma pausa numa cabana e, à tarde, inspecionaram os arredores para decidir o itinerário do dia seguinte. A partir daí, segundo o mesmo jornal, desconhece-se o que se terá passado.

Os restos mortais encontrados correspondem apenas aos três irmãos, pelo que continua a ser uma incógnita o que aconteceu a Max Rieder.

Apesar de terem já passado 80 anos, a notícia desta descoberta causou alguma consternação em Kippel, uma vez que a história dos irmãos Ebener é uma das tragédias familiares mais recordadas.

Marine Bellwald, sobrinha dos irmãos Ebener, disse ao jornal local "Walliser Bote" que o achado foi uma "libertação parcial". Grande parte dos descendentes vive em Kippel e preparam agora o funeral dos três familiares.

Segundo o porta-voz da polícia de Valais, Jean-Marie Bornet, "desde 1926 quase 300 pessoas permanecem desaparecidas, sobretudo na montanha".








JN