Três sessões de julgamento foram suficientes para condenar um predador sexual, de 37 anos, a nove anos de cadeia. O homem, trabalhador da construção civil, abusou da sobrinha menor durante mais de dois anos, em Arouca – e chegou, por várias vezes, a consumar as violações em frente ao filho, de apenas quatro anos.



O pedófilo foi apanhado pela PJ em Março, quando a menina, agora com 13 anos, contou o drama que vivia a uma psicóloga da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. A vítima relatou o drama que sofreu em silêncio. O tio, que vivia perto da menor, ameaçava-a caso fosse denunciado, e aproveitava as saídas dos restantes familiares para a violar repetidamente.

O abusador ficou em prisão domiciliária, mas nem isso acalmou a menina e a família, dada a proximidade das casas. As violações ocorreram sobretudo no carro e no quarto da criança, por várias vezes em frente ao primo.

Assim, o Tribunal de Arouca, que ouviu as declarações que a menina prestou à PJ para memória futura, condenou o homem à cadeia. Os relatórios médicos, feitos à vítima, indicavam que os danos provocados pelos constantes abusos eram equivalentes a várias gravidezes.

cm