Mais de nove mil estudantes perderam a bolsa de estudo este ano e cerca de 100 abandonam diariamente o Ensino Superior. A estimativa, avançada ontem pelas 15 associações de estudantes que promoveram uma manifestação entre o Marquês de Pombal e o Parlamento, em Lisboa, tem eco nos cartazes de linguagem mordaz e nas histórias de quem teme o futuro em Portugal e exige a reposição do passe escolar sub-23, a atribuição de bolsas, o fim do aumento das propinas e dos cortes no Ensino Superior.



"Sei que tenho direito à bolsa mínima, no valor de 1037 euros, o que só dá para pagar as propinas, mas os serviços de acção social garantem que não está previsto o pagamento até Dezembro", revelou Sara Vargas, 21 anos, aluna do mestrado em Ensino de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. "Como é que eu vou viver e estudar? Este ano ainda não adquiri nenhum material", disse.

Um segundo protesto realizou-se em Coimbra: 300 alunos do Conselho das Repúblicas da Universidade invadiram a reitoria com um ‘caixão', numa analogia ao ‘enterro' do Superior, precipitado pelo Orçamento do Estado que está a ser discutido na especialidade.

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