"Foi por falta de cuidado". É desta forma que o Ministério Público da 4ª Vara do Tribunal de São João Novo, no Porto, justifica a morte de um jovem durante uma perseguição da GNR, em 2006.



Ontem, durante as alegações finais da repetição do julgamento de Pedro Joel Carvalho – guarda de Matosinhos acusado de matar a tiro Vítor Cruz, de 21 anos, e de ter provocado ferimentos noutro – o procurador disse que o arguido deveria ser condenado a três anos de pena suspensa por homicídio por negligência. No primeiro julgamento tinha sido absolvido.

"Antes de fazer os disparos devia ter contactado a central, via rádio, a pedir reforços", disse o procurador. Além do militar, também é arguido Bruno Coutinho, um dos quatro ocupantes do carro Peugeot que fugiram à GNR por não terem os cintos de segurança postos. O Ministério Público pediu que este seja condenado por coacção e resistência sobre funcionário. A sentença é lida a 6 de Dezembro.

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