Portugal tem 103 agressores sob vigilância electrónica, por situações de violência doméstica, o que representa 14,5 por cento do total (706) registado no final de Outubro. Este e outros dados serão apresentados hoje no seminário ‘10 anos de vigilância electrónica em Portugal’, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.



Além da Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, também estará presente Nuno Caiado, coordenador da Vigilância Electrónica da Direcção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais. "O tempo médio de duração desta medida, para agressores em casos de violência doméstica, é de seis meses", explicou ao CM Nuno Caiado, sublinhando a taxa de sucesso que ronda os 96 por cento: "A vigilância electrónica tem um papel fundamental a evitar situações de contacto entre agressor e vítima".

Nuno Caiado referiu também que, "dos 706 casos registados até Outubro, a obrigação de permanência na habitação é a mais representativa com 492 situações, ou seja, mais de 69 por cento".

A menos de um mês para o final do ano, 2012 já superou os 671 casos de 2011. Desde 2002, ano em que começaram a ser utilizadas as pulseiras electrónicas, já foram utilizadas 6028 vezes.

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