Os furtos em casas isoladas do perímetro urbano são alguns dos crimes que mais preocupam as autoridades em Santiago do Cacém. "São segundas habitações, que estão fechadas grande parte do ano em locais isolados e que se tornam o alvo mais fácil dos ladrões", reconhece fonte da GNR, que também está atenta aos furtos em estabelecimentos e viaturas.



De acordo com a autoridade, "Santiago do Cacém é um concelho seguro e os números indicam que os crimes estagnaram no último ano", mas o sentimento da população é o oposto. "O índice de roubos e de criminalidade está a aumentar. As pessoas que costumam fazer caminhadas à noite já têm medo de andar fora das artérias mais iluminadas", queixa-se Armando Guerreiro, empresário. Os furtos em viaturas e estabelecimentos de restauração nos meses que antecedem a época balnear - entre Maio e Junho - e de cortiça e cobre em montes mais isolados são outras das ocorrências mais frequentes. Mas, o presidente da Câmara de Santiago, Vítor Proença, teme que a situação de desespero em que vivem muitas famílias possa "conduzir ao agravamento da criminalidade".

"DESEMPREGO AUMENTA INSEGURANÇA": Vítor Proença Pres. da Câmara de S. do Cacém

Correio da Manhã - Considera Santiago do Cacém um concelho seguro?

Vítor Proença - Não só a cidade como o município é, do ponto de vista criminal, o mais seguro de toda a região. Contudo, há outro tipo de insegurança que está relacionado com o desemprego e a situação económica das populações actualmente.

- Acompanha a evolução da criminalidade?

- Temos um conselho municipal que avalia os aspectos da segurança e, de acordo com os responsáveis do Ministério Público e das forças policiais, os índices sobre Santiago são dos mais baixos do País.

- E o número de efectivos da GNR é suficiente?

- Temos vindo a defender o reforço do número de efectivo e estamos a ceder instalações para conseguir manter todos os postos da GNR do concelho abertos. Também defendemos um investimento na frota automóvel das forças de segurança locais.

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