O presidente do governo autónomo da Catalunha, Artur Mas, assegurou ontem que se demitiria caso fosse demonstrada a sua implicação num caso de subornos relacionado com financiamento ilegal do seu partido, a CDC – Convergência Democrática da Catalunha. Paralelamente, Mas e Jordi Pujol, presidente do partido (que é parte da coligação CiU, no poder na Catalunha), apresentaram queixa contra o jornal ‘El Mundo’, o primeiro a acusar os dois políticos de terem contas milionárias em paraísos fiscais.



Mas assegura não ter recebido dinheiro algum e afirma que as acusações são parte de uma estratégia do Partido Popular (PP) para o caluniar e desprestigiar, a fim de pôr em causa a sua reeleição no escrutínio do próximo domingo na Catalunha. O presidente do governo catalão alega ainda que o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, está implicado nessa estratégia, que visa impedir a CiU de sair reforçada das eleições e levar por diante o projecto separatista.

A polémica foi despoletada pelo ‘El Mundo’, que a semana passada citou um relatório policial em que alegadamente se afirma que Mas e Pujol receberam subornos de empresas de construção civil que acabaram em contas na Suíça e outros paraísos fiscais.

Estas notícias levaram já o Tribunal Superior da Catalunha a abrir uma investigação ao jornal por calúnias, antes ainda de ser decidida a admissão a trâmite dos processos paralelos intentados por Pujol e Mas contra o ‘El Mundo’.

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