A recessão da economia portuguesa dura há 22 meses consecutivos, o que a torna na mais longa desde 1978, pelo menos, mostram números do Banco de Portugal.

De acordo com a síntese de conjuntura hoje divulgada, o indicador coincidente de atividade registou uma quebra homóloga de 1,7% em outubro, pelo 22º mês consecutivo. Isto é, a degradação da conjuntura dura desde janeiro de 2011, atingiu o seu momento mais agudo no final desse ano, estando agora a ficar menos agressiva.

Só que ainda não terminou, havendo inclusive alguns observadores que temem um novo colapso da atividade por causa das medidas de austeridade previstas no Orçamento para 2013. O desemprego, admite o próprio Governo, vai continuar a aumentar no próximo ano.

Segundo o banco central, a recessão do consumo das famílias também é a mais longa da série longa publicada pelo Banco de Portugal: dura há 24 meses consecutivos (estava a cair 4,5% em outubro), mas mostra sinais muito mais ténues de melhoria.

Este ano, segundo o Governo, a economia deve recuar 3%, para o ano cairá 1% e ficará quase estagnada em 0,8%. O desemprego ficará acima de 16% em 2013 e 2014.

A economia portuguesa só está a conseguir crescer com base em exportações, mas até aí enfrenta problemas sérios por causa das dificuldades económicas dos principais parceiros, caso de Espanha ou Itália.

O consumo e o investimento continuam a pesar da atividade, ainda que se espera que este último possa dar um contributo positivo para o PIB, mas só daqui a dois anos.






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