Se a Catalunha se tornar independente, será "o sétimo Estado da União Europeia" em termos de riqueza por habitante, afirmou hoje o presidente da região, Artur Mas, dois dias antes das eleições antecipadas na província.
"Em termos populacionais, estaríamos na média, quase metade dos países da UE são mais pequenos, em termos populacionais, que a Catalunha", declarou o presidente nacionalistas conservador desta região de 7,5 milhões de habitantes, no nordeste de Espanha.
"Se a Catalunha fosse um estado, seria atualmente, pelo índice de criação de riqueza por habitantes, o sétimo país da UE: há 27 países, seríamos o sétimo", disse à televisão espanhola TVE.
"Em termos territoriais, estaríamos entre os pequenos, em 22.º ou 23.º", acrescentou.
Com um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante de 27.430 euros em 2011, de acordo com o instituto de estatística espanhol, a Catalunha surge no quarto lugar entre as 17 regiões espanholas, acima da média espanhola (23.271 euros) e da UE (25.134 euros).
Artur Mas, em conflito com o Governo espanhol que recusa uma autonomia orçamental acrescida para a região catalã, convocou estas eleições na expectativa de conseguir maioria absoluta no parlamento regional para a sua coligação, Convergência e União (CiU).
Em caso de vitória, Mas prometeu organizar, nos próximos quatro anos, um referendo à independência da Catalunha.
Durante a campanha eleitoral, que termina esta noite, o político defendeu a ideia de um "Estado soberano", evitando proferir a palavra "independência".

A crise económica alimentou, numa região muito sensível à questão da identidade, o sentimento independentista, mostrado numa manifestação nas ruas de Barcelona, a 11 de setembro.
As últimas sondagens dão uma maioria relativa à CiU no domingo, equivalente à que já possui no parlamento regional. Os partidos da esquerda independentista deverão sair reforçados deste escrutínio, a começar pela Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), a formação histórica independentista.
Os empresários catalães estão preocupados com as consequências económicas de uma futura independência da Catalunha.
"Sobre o nosso grau de abertura, ou seja, a nossa capacidade de exportar, de importar, de abrir a nossa economia aos outros países, estaríamos em nona ou décima posição entre os 27", garantiu Artur Mas.
A região podia recuperar "uma parte importante do défice fiscal relativamente ao Estado espanhol, todos os anos 16 mil milhões de euros são produzidos na Catalunha, deixam a Catalunha e não voltam", afirmou.
A Catalunha é a região mais endividada de Espanha (22% do PIB), considera-se lesada por um défice fiscal crónico e exige a Madrid um "pacto fiscal", que permitisse arrecadar os impostos.
Este estatuto já existe no País Basco e em Navarra, as duas regiões de Espanha onde o PIB por habitante é mais elevado.
A Catalunha afirma ter um défice fiscal anual de 16 mil milhões de euros, valor contestado por Madrid, e acusa o Governo central de ser responsável pelas dificuldades financeiras sentidas pela região.









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