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José Manuel, funcionário de uma empresa de publicidade, juntamente com o pai e um irmão, passeava os cães de caça numa bouça a cerca de 500 metros de habitações, na encosta do "Santo do Monte", no lugar do Outeirinho, no Louro.

"Os cães começaram a ladrar muito e a correr, e eu fui ver o que é que os tinha assutado assim e vi a cobra crispar-se e a bufar", recordou José Manuel. Rápida e instintivamente, assestou a caçadeira ao ombro e disparou. Duas vezes.

"Nunca tinhamos visto uma cobra como aquela. Era bastante grossa, toda preta e, por baixo, tinha umas manchas verdes. O meu pai, que há anos anda pelos montes, nunca tinha visto nada assim", frisou. Pela história da família de caçadores do Louro, já passaram "centenas de cobras", mas nunca nenhuma como a que fotografaram com o telemóvel do pai de José Manuel.

"Quem anda à caça vê muitas cobras mas nunca as matamos porque são pequenas e inofensivas. Aquela assustava um bocadinho", reconheceu o caçador, veterano daquelas andanças.

A espécie da cobra é ainda um enigma para aquela família. "Devia ser uma cobra que soltaram no meio do monte, talvez de um circo ou de alguém que tinha o animal em casa. Não tinha nada a ver com as cobras rateiras que costumamos encontrar", referiu. Os irmãos e o pai fizeram uma cova no monte e taparam o réptil com fetos.





J/N