O recurso à pulseira electrónica representa uma redução de custos para os estabelecimentos prisionais face aos valores diários para manter uma detido na cadeia.



Segundo o director dos Serviços de Vigilância Electrónica, Nuno Caiado, um recluso custa 50 euros por dia. Já o uso de vigilância electrónica com recurso a radiofrequência custa, por dia, 16 euros. Se a pulseira tiver sistema de geolocalização, o preço dispara para os 26 euros diários.

Nuno Caiado conta com uma equipa de 90 elementos que vigiam 700 pessoas com pulseira electrónica de vigilância. Contudo, ontem, no seminário que assinala o 10º aniversário da introdução da Vigilância Electrónica, referiu que a sua equipa enfrenta situações de desgaste. Nos casos de vigilância de agressores por violência doméstica, há tendência para os observadores ficarem esgotados, acrescentou. Face a esta dificuldade, a ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, anunciou que haverá um reforço de elementos na monitorização. Será ainda lançado um concurso para a aquisição de mil pulseiras.

Esta medida vai ao encontro da "necessidade de descongestionar o sistema penitenciário", defendida por Nuno Caiado. O responsável admite o uso de pulseira em casos de liberdade condicional ou, em alternativa, a prisão por dias livres.

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