O Ministério da Educação e Ciência (MEC) vai agregar mais escolas já em Dezembro e quer novos órgãos de gestão nomeados em Janeiro.



O gabinete do ministro Nuno Crato confirmou ao CM que o reordenamento da rede está "a decorrer neste momento em todas as Direcções Regionais de Educação" e ficará "concluído durante o ano lectivo 2012/2013", garantindo que não haverá "perturbação no funcionamento" das escolas.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, discorda. "Claro que vai haver perturbação do ano lectivo. E não faz sentido avançar sem antes avaliar os resultados nas escolas já agregadas, onde há problemas gravíssimos de gestão, organização e pedagógicos".

A directora regional de Educação do norte, Isabel Cruz, reuniu-se esta semana com directores de escolas de Braga a quem colocou factos consumados, afirma João Dantas, director do Agrupamento de Lamaçães, que vai agregar com a Secundária D. Maria II: "Foi-nos comunicada uma decisão sobre oito agregações já em Dezembro, devendo os novos órgãos de gestão estar nomeados em Janeiro. É um erro político e pedagógico para poupar umas centenas de euros e que nos vai sair caro no futuro".

Com a fusão, a EB 2, 3 de Lamaçães deixa de ser sede de agrupamento. "Uma escola com 1200 alunos e uma direcção de cinco elementos passa a ter apenas um coordenador, com miúdos que precisam de um acompanhamento de proximidade. Vai ser mais difícil, por exemplo, detectar situações de fome", afirma.

As fusões ocorrem numa altura em que o Conselho Nacional de Educação criticou a opção. Esta é a terceira fusão de escolas, depois de terem sido criadas 86 unidades em 2011, com Isabel Alçada, e 150 este ano. O reordenamento vai implicar o fecho de mais escolas primárias depois de já terem encerrado 3720.

FENPROF PARA TRIBUNAL COM CORTES

A Fenprof anunciou ontem que vai avançar em Dezembro com acções judiciais contra o corte dos subsídios de férias e de Natal dos professores em 2012.

A estrutura sindical de professores vai interpor seis acções colectivas nos tribunais do Porto, Coimbra, Lisboa, Beja, Ponta Delgada e Funchal. Mário Nogueira sublinha que será interposta uma acção por cada sindicato regional ligado à Fenprof. "Se os tribunais nos derem razão, a decisão será aplicável a todos os professores",disse.

cm