"Assaltaram-me a casa e foi de dia. Quando cheguei, estava tudo virado do avesso. Levaram-me as jóias todas. É o que querem sempre."



O relato de Luís Silva, empregado de balcão de 38 anos, é comum a muitos dos moradores de Estarreja. Este ano, os furtos a residências aumentaram 188%. "Anda muita gente sem fazer nada e com tempo para infringir a lei", opina Luís Silva.

Desde o início do ano que a GNR já registou 90 queixas por ameaças, ofensas à integridade física e injúrias. Também os furtos tiveram um aumento significativo: entre 2011 e 2012, registou-se uma subida de 282 para 485 furtos em Estarreja. Quanto a furtos em estabelecimentos, houve um crescimento de 10% no último ano.

"Fui chamada pela GNR às 7 da manhã. Tinham-me assaltado a loja . O estrago foi considerável, roubaram-me muita coisa", conta Luciana Monteiro, dona de uma loja de roupa no centro de Estarreja, que engrossa as estatísticas dos roubos às lojas. A proprietária de 48 anos culpa a falta de policiamento e de luz: "Aqui no centro da cidade não vejo polícia e a iluminação também é reduzida à noite, infelizmente", rematou.

"CRIMES SÃO MAIS DO QUE DESEJARÍAMOS"

Diamantino Sabina Vereador da C. M. Estarreja

Correio da Manhã – Como caracteriza o município de Estarreja no que toca à criminalidade?

Diamantino Sabina – A criminalidade é sempre preocupante. Os crimes contra o património, como o furto, o roubo, o dano de bens privados e públicos, e o pequeno tráfico são bem mais do que aquilo que desejaríamos.

- Que tipo de evolução teve a cidade nos últimos anos, neste capítulo?

– Nota-se um acréscimo. Sabemos de fonte segura que na transição do último ano houve um incremento significativo do crime contra o património, nomeadamente nos assaltos a residências.

– O que poderia ser melhorado na prevenção e tratamento do crime em Estarreja?

– O reforço de efectivos na GNR local, inclusive nas zonas urbanas e habitacionais, maior consciencialização das populações na prevenção e cuidados ajudariam certamente à eficácia no combate

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