O actor norte-americano Larry Hagman, indissociável do maquiavélico milionário texano 'J. R. Ewing', que interpretou durante mais de uma década na série televisiva 'Dallas', morreu nesta noite de sexta-feira, aos 81 anos, vítima de cancro.



O veterano das séries televisivas, que tinha retomado a personagem que o tornou mundialmente famoso no ano passado, faleceu num hospital de Dallas , onde a família e amigos se lhe haviam juntado.

Hagman esteve ligado ao 'show business' desde o berço, pois a sua mãe, Mary Martin, entrou em musicais como 'South Pacific'. Também ele se iniciou no teatro nos anos 50, após uma juventude irrequieta e marcada por expulsões de colégios privados.

Depois de servir na Força Aérea dos EUA durante quatro anos, o que o levou a viver em Inglaterra - onde conheceu a mulher e mãe dos seus dois filhos -, Larry Hagman virou-se para a televisão.

Antes do milionário adúltero e impiedoso que se tornaria um sinónimo do seu nome, foi um bem-intencionado astronauta na sitcom 'I Dream of Jeannie', entre 1965 e 1970, obtendo um sucesso que não se repetiu nas séries televisivas que fez nos anos seguintes.

Já estava a caminho dos 50 anos quando conquistou a imortalidade graças a 'J. R. Ewing', um milionário da indústria texana capaz de tudo para triunfar, muitas vezes à custa da própria família, como o irmão 'Bobby' (Patrick Duffy) ou a mulher 'Sue Ellen' (Linda Gray). Ambos acompanharam Hagman nas suas últimas horas de vida.

'Dallas' tornou-se a principal 'soap opera' (formato equivalente às telenovelas) dos EUA entre 1978 e 1991, prendendo 41 milhões de norte-americanos ao pequeno ecrã no episódio de 1981 em que se descobriu quem tentara matar 'J. R. Ewing'.

Portugal foi um dos muitos países que seguiram as aventuras da família texana, sendo 'Dallas' uma das séries mais simbólicas dos serões da RTP1 nos anos 80.

O final de 'Dallas' coincidiu com uma sucessão de problemas de saúde do seu protagonista. Em 1992 foi-lhe diagnosticada cirrose e a descoberta de um tumor maligno forçou um transplante, três anos mais tarde.

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