Motorista de Mário Mendes proibido de conduzir 2 anos

Tribunal da Relação confirmou culpa do ex-motorista de Mário Mendes no acidente da Av. da Liberdade em Novembro de 2009: militar não pode conduzir durante 21 meses.
Durante quase dois anos, o motorista do ex-secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Mário Mendes, não vai poder conduzir. O Tribunal da Relação de Lisboa confirmou a sentença que condenou o militar da GNR – que conduzia uma das viaturas oficiais envolvidas no acidente ocorrido há três anos na avenida da Liberdade –, mantendo a pena de 21 meses de prisão, suspensa pelo mesmo período, e a sanção acessória de inibição de conduzir durante 21 meses.
«Apesar de o veículo assinalar marcha de urgência, o arguido ignorou a obrigação de parar imposta pela luz vermelha, não abrandou e continuou a marcha em grande velocidade», lê-se no acórdão, de 7 de Novembro.
Joaquim Fernandes, cabo da GNR na reserva, foi condenado em Fevereiro deste ano, mas recorreu, alegando que a sua actuação foi negligente e que o condutor do outro veículo envolvido no acidente (um BMW, da Assembleia da República) também contribuiu para o sinistro, na medida em que não ouviu os sinais sonoros do Audi.

GNR abre processo

Num depoimento escrito, Mário Mendes – que ficou em coma vários dias – elogiou as boas capacidades de condução do arguido, hoje com 58 anos, mas alegou não se recordar da dinâmica do acidente. O mesmo argumentou o seu adjunto, Paulo Lucas, pois «perdeu os sentidos». Tão-pouco se recorda se alguém deu ordem ao motorista para ligar os sinais de urgência.
O advogado do arguido disse ao SOL que «é pouco provável» vir a recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça. Além desta pena, Joaquim Fernandes vai sofrer também as consequências de um processo disciplinar já instaurado pela GNR – e que até agora esteve suspenso a aguardar a decisão judicial.

Fonte: SOL