A população da ilha Terceira está preocupada com os impactos da redução do efectivo militar norte-americano na Base das Lajes, nomeadamente no que se refere ao futuro dos 790 funcionários portugueses da instalação e dos numerosos empregos indirectos.



Os Estados Unidos informaram, na última semana, o Governo português sobre a decisão de diminuírem o seu contingente nas Lajes, que, de acordo com o jornal ‘Expresso’, deverá passar de 800 militares e 600 familiares para apenas 160 elementos, o que pode implicar o despedimento de 300 funcionários nacionais.

"O que nos preocupa é per-ceber em que medida é que isso afecta os trabalhadores", sustentou João Ormonde, presidente da comissão dos trabalhadores portugueses na Base das Lajes.

O presidente da Câmara da Praia da Vitória, Roberto Monteiro, acusou Lisboa de se ter distraído nas negociações com os EUA sobre a Base das Lajes. "A preocupação do Governo da República foi sempre de natureza militar, nunca teve em consideração o impacto socioeconómico na ilha Terceira", frisou o autarca.

Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, já prometeu que o Executivo vai trabalhar em conjunto com o Governo Regional dos Açores para "minimizar o impacto da redução na economia açoriana" e adiantou que "em breve" o Executivo definirá a sua posição oficial sobre a matéria.

A base americana das Lajes foi criada no contexto da II Guerra Mundial e desde 1944 que é ocupada pelos militares dos EUA, que ajudaram a terminar as infra-estruturas.

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