Foi no largo da igreja de São Miguel de Acha que Tomé Furtado disparou sobre a GNR[/TD]

Antigo emigrante em França dispara sobre militares da GNR

Dois dos quatro militares já estão em casa e os restantes, embora não corram perigo de vida, ainda estão hospitalizados. Um deles nos Hospitais da Universidade de Coimbra, com estilhaços de vidro no olho e nas costas, e o outro elemento, no hospital Amato Lusitano de Castelo Branco, onde vai manter-se, porque, tendo o corpo inchado, não foi possível retirar todos os estratos de chumbo que ainda tem.
No largo da igreja de São Miguel de Acha ainda há vestígios dos incidentes de ontem à noite. Milhares de partículas de vidro caíram no chão depois de uma das viaturas da GNR ter sido cravada de tiros de caçadeira. Disparos que também atingiram de raspão quatro militares da Guarda Nacional Republicana. Dois de Idanha-a-Nova e outros dois de Penamacor que foram chamados depois a título de refoeço.
A população assistia à missa vespertina, quando um dos presumíveis autores do tiroteio com cerca de 65 anos, antigo emigrante em França residente na aldeia, chamou a GNR para resolver um problema de estacionamento. " Ali na lateral da Igreja estava uma carrinha de caixa aberta que lhe impedia a passagem", relatou ao JN uma testemunha que falou sob anonimato.
À chegada, os militares da GNR, multaram o automobilista infractor, também ele residente em São Miguel de Acha mas quando quiseram testar o nível de alcoolémia do denunciante, este resistiu e fugiu. Regressou pouco tempo depois ao volante de uma moto quatro e de arma na mão. Disparou então sobre um jipe da GNR e fugiu juntamente com outro habitante da aldeia que o acompanhava.
Durante a madrugada, a GNR deteve os dois homens envolvidos no tiroteio, mas a esta hora já libertou um deles. O outro, arguido chama-se Tomé Pires Furtado e está à ser ouvido pela Policia Judiciária em Castelo Branco.

Fonte: Jornal de Notícias