Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) voltam a reunir-se HOJE - 2ª. Feira, em Bruxelas, em busca de um compromisso sobre a Grécia que permita o desembolso dos 31,2 mil milhões de euros aguardados há meses por Atenas.



Pela terceira semana consecutiva, o Eurogrupo, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional reúnem-se em Bruxelas para tentar chegar a um acordo sobre o programa de ajuda à Grécia, que, desta feita, já fez a sua parte.

Nos últimos tempos, a Grécia implementou um novo pacote de austeridade e reformas exigidos pelos seus credores, mas continua à espera de dinheiro, que só será libertado uma vez encontrada uma solução para a redução da dívida.

Na passada terça-feira, após uma maratona negocial de mais de 11 horas, os Estados-membros da zona euro e o FMI continuaram sem se entender sobre como reduzir a dívida colossal da Grécia, com o presidente do Eurogrupo a defender um adiamento dos prazos para Atenas colocar a dívida pública em 120% do PIB (de 2020 para 2022), cenário rejeitado pelo Fundo Monetário Internacional.

Uma solução poderá passar por um novo perdão parcial da dívida, que, segundo notícias hoje publicadas na imprensa alemã, está mesmo a ser estudado por FMI, BCE e vários países credores, podendo ser concretizado em 2015.

Um novo perdão da dívida implicaria que os credores - incluindo os fundos de resgate europeus - renunciassem a cerca de 50% do dinheiro em dívida pela Grécia.

Segundo a revista Der Spiegel, tanto o BCE como o FMI consideram que um novo perdão da dívida é inevitável, para permitir à Grécia voltar a ter finanças públicas sustentáveis.

Já quanto ao adiamento do prazo para a Grécia corrigir o seu défice, há um acordo, para que o prazo seja estendido de 2014 para 2016, o que todavia também levanta um problema, pois, segundo cálculos dos credores, Atenas pode precisar de mais 32,6 mil milhões de euros para assegurar as suas necessidades de financiamento.

Portugal, que está particularmente atento às soluções que forem encontradas para Atenas, pois poderá eventualmente reclamar tratamento idêntico no que concerne por exemplo a uma redução de taxas de juro dos empréstimos, estará representado na reunião pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

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