Os atrasos no pagamento de condomínios aumentaram cerca de 10% em relação a Dezembro de 2011 e os moradores procuram crescentemente reduzir custos, inclusive com obras de conservação, segundo uma das maiores empresas gestoras deste sector no país.



"Este valor [dos atrasos] só não é maior devido a fortes medidas de combate a este fenómeno que temos vindo a introduzir", notou Paulo Antunes, do Grupo LDC, que contabiliza mais de 10 milhões de euros em dívida dos condóminos dos prédios que administra.

Segundo o responsável, o grupo, que gere 115 mil fracções, tem privilegiado os acordos de pagamento: "É preciso entender o fenómeno e as dificuldades pelas quais passam muitas famílias e tentar encontrar soluções de pagamento".

No contexto de crise, os gestores de condomínios têm notado uma "redução do nível de serviço em algumas áreas, como limpeza ou mesmo os elevadores".

Neste grupo, afirmou o responsável, o planeamento de custos e a negociação com fornecedores têm desde há muito sido encarados como medidas "estratégicas", usando a sua central de compras e o "peso da rede a nível nacional para se obter os melhores preços".

"A redução de custos está a tornar-se preocupante, não tanto nos serviços do dia-a-dia, mas sim nas obras de conservação e beneficiação, pois a longo prazo vão trazer problemas graves ao nosso parque habitacional", analisou Paulo Antunes.

O responsável admitiu que esses problemas atinjam mesmo a "qualidade de vida das populações, assim como o valor patrimonial do grande investimento que representa sempre a compra de uma casa".

cm