António Neto, a mulher e três filhos viveram durante cerca de ano e meio numa quinta em Corvinhos, concelho de Castro Marim, mas foram despejados. Para terem um tecto para dormir, foram obrigados a fechar o restaurante que exploravam, em Altura, onde agora pernoitam. Só mantém a funcionar a zona de café.



"Deram-me emprego na quinta e também morava lá, mas quando arranjei tudo, o proprietário decidiu que já não me queria", conta António Neto, 50 anos, despejado judicialmente, com a mulher e os três filhos menores, em Março deste ano. Sem casa e sem dinheiro, a família teve de fazer do restaurante a principal habitação.

"Fomos obrigados a fechar o restaurante no Verão e é nessa altura que se faz dinheiro. Agora não temos condições para viver", explica a mulher, Paula Cristina, 46 anos. A família vive num anexo perto da cozinha, onde dormem todos, em colchões espalhados no chão. Os filhos, de 10, 14 e 16 anos, "não têm sequer condições para estudar". diz Paula.

Ao CM, a Câmara de Castro Marim explicou que os menores já recebem bolsas escolares, mas desconheciam a falta de habitação. "Vamos entrar em contacto com eles para ver como podemos ajudar", referiu o presidente, José Estevens.

cm