As áreas metropolitanas de Lisboa (588) e Porto (165) são as que registaram mais mortos, consequência de cheias ou inundações e deslizamentos de terra. A conclusão consta da base de dados ‘Disaster’, apresentada ontem em Cascais, que reuniu os desastres naturais de origem hidrológica (cheias/inundações) e geomorfológica (deslizamentos de terra) registados pelos jornais de 1865 a 1910, com a ocorrência de pelo menos um morto.



Em média morreram em Portugal nove pessoas por ano, de 1865 a 2010, devido à chuva. De um total de 1903 desastres naturais, em 145 anos verificaram-se 1310 vítimas mortais, das quais 1071 se ficaram a dever a cheias e 239 a movimentos das terras. A metodologia usada, porém, não permite afirmar que há um aumento do número de fenómenos. Esta e outra informação está disponível numa base de dados on-line para todas as autoridades de protecção civil. "O objectivo passa por disponibilizar dados sobre os locais onde existiram problemas com mau tempo, de forma a que as autoridades nacionais, locais e regionais possam estar atentas em caso de alerta de mau tempo", explicou José Luís Zêzere, coordenador do estudo.

No futuro, acrescenta, "será possível fazer o mesmo trabalho para outro tipo de fenómenos como os provocados pelo vento ou os sismos".

MIGUEL MACEDO GARANTE VERBAS

O ministro da Administração Interna, presente na apresentação do ‘Disaster’, garantiu que "há e deve haver dinheiro para o essencial", embora reconheça ser "necessário fazer opções". Miguel Macedo sublinhou a importância da base de dados para o trabalho da protecção civil.

cm