As seguradoras vão pagar 2,6 milhões de euros de indemnizações às vítimas do tornado que atingiu o Algarve, há uma semana e meia. Este valor corresponde apenas a metade dos prejuízos sofridos. E, no caso dos danos em automóveis, apenas um terço dos lesados vai ser ressarcido, uma vez que a maioria dos seguros não incluíam danos próprios, onde se inserem os fenómenos da natureza.



As seguradoras vão pagar 2,6 milhões de euros de indemnizações às vítimas do tornado que atingiu o Algarve, há uma semana e meia. Este valor corresponde apenas a metade dos prejuízos sofridos. E, no caso dos danos em automóveis, apenas um terço dos lesados vai ser ressarcido, uma vez que a maioria dos seguros não incluíam danos próprios, onde se inserem os fenómenos da natureza.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) contabili-zou cerca de 700 sinistros, entre casas, carros e espaços comerciais. No entanto, ao que o CM apurou, das 1000 habitações afectadas só 500 estavam seguradas. De um total de 400 carros, apenas 130 tinham cobertura de danos próprios. Em espaços de comércio foram registados 50 sinistros mas, no total, foram afectados 60. “Só metade dos danos vão ser indemnizados porque só 60% das habitações e 40% dos automóveis estão segurados”, admitiu ao CM Pedro Vale, presidente da APS, que garante que “os lesados já estão a receber pagamentos”.
Para as vítimas mais carenciadas, o Governo definiu critérios para o apoio de dois milhões de euros. Os prejuízos em carros estão excluídos. “Não é legalmente possível subsidiar reparações em viaturas”, justificou José Inácio, da Câmara de Lagoa. “São apoios só para pessoas desfavorecidas”, explicou Rogério Pinto, da Câmara de Silves.

MONCHIQUE RECLAMA APOIO

O concelho de Monchique escapou ao tornado, mas também sofreu danos devido ao mau tempo, no dia 16 deste mês. A autarquia estima prejuízos na ordem de um milhão de euros e vai pedir o apoio do Governo.

“Estamos a concluir o levantamento sobre os estragos, de forma a que Monchique possa receber um apoio financeiro à semelhança dos concelhos de Silves e Lagoa”, refere Rui André, presidente da autarquia.

O autarca diz que houve danos em pontes, pontões, aquedutos, infra-estruturas de saneamento e na rede viária, em vários pontos do concelho. Rui André refere que, de acordo com a Lei dos Compromissos, “é complicado lançar concursos para as obras de reparação, porque não temos fundos disponíveis”.

cm