Miguel Nuno Horta e Costa, consultor que trabalhou para a Escom – intermediária do grupo Espírito Santo no negócio dos submarinos – admitiu ontem em tribunal que foram facturadas falsas contrapartidas pelos alemães da Man Ferrostaal. Um depoimento que corrigiu no final da sessão.



Confrontado pelo Ministério Público com uma acta onde dizia que a única função da Acecia (grupo de empresas do sector automóvel envolvida no caso) era "vender facturas a coberto de contrapartidas". Horta e Costa disse: "A minha posição era essa e continua a ser." À tarde, aos juízes afirmou ter-se "expressado mal" quando sublinhou que os alemães procuraram "soluções baratas" para contrapartidas.

cm