Ângelo Silva nunca mais vai esquecer o último casamento para o qual foi convidado. Quando tentava aceder à Igreja do Senhor dos Aflitos, em Lousada, ficou com o carro preso num pilarete automático, que subiu na exacta altura em que passava.



Com prejuízos no valor de 3000 euros, o automobilista garante que desconhecia a existência do sistema de bloqueio num local em que, diz, também não há qualquer sinalização do mesmo. Por isso, quer reclamar, mas nem a Câmara de Lousada nem a comissão fabriqueira se entendem quanto à responsabilidade no caso.

O pilarete, refere Ângelo Silva, foi accionado pelo sacristão da igreja, que passou segundos antes dele no mesmo local. O condutor recorreu, primeiro, à autarquia de Lousada que instalou o equipamento. "O departamento jurídico negou logo qualquer responsabilidade e encaminhou-me para a comissão fabriqueira", recorda. Ao CM, fonte da autarquia diz "tratar-se de um acesso privado" .

"Telefonei ao padre Mário Melo, presidente da comissão fabriqueira, que disse que o sistema tinha sido instalado pela autarquia e era a ela que me tinha de dirigir", afirma Ângelo Silva. Ao fecho desta edição, não tinha sido possível ouvir a comissão fabriqueira.

cm