A apesar de os números da criminalidade serem baixos, quando comparados com outras regiões do País, os habitantes de Ponte de Sor sabem que, nos tempos que correm, “o perigo pode chegar a qualquer altura”.



Os assaltos às residências e estabelecimentos são o que mais preocupam os populares.

“Felizmente não é comum, mas já houve aqui assaltos violentos em casas e lojas”, disse ao CM António Lopes, morador em Ponte de Sor há 20 anos. “Temos receio de que, de um momento para o outro, nos entrem pela casa a dentro e nos façam mal. Felizmente vê-se muita GNR na rua”, acrescenta.

Segundo os dados disponibilizados pela autoridade, são os crimes contra o património que mais vezes são registados e investigados no centro da cidade, sobretudo furtos em residências, lojas e viaturas. Nota ainda para o aumento do furto em residências isoladas nas zonas rurais – que muitas vezes funcionam como segunda habitação, e os crimes só são descobertos dias ou semanas depois – e do furto de metais não preciosos e de cortiça, quer em explorações agrícolas quer nas infra-estruturas da EDP, também fora da cidade.

"TEMOS UMA ATITUDE PREVENTIVA": Cap. Luís Fernandes Com. GNR de Ponte de Sor

Correio da Manhã – Ponte de Sor é uma cidade segura?

Luís Fernandes – Sim. Ponte de Sor é uma cidade muito segura, e a comprovar isso estão os dados que dão conta de índices de criminalidade muito baixos.

– Mesmo assim, há situações mais preocupantes?

– Há, de facto, situações que merecem uma especial atenção, como são os crimes contra o património; mas temos tido resultados positivos em virtude da nossa atitude preventiva, quer na cidade quer nos arredores.

– Que medidas têm adoptado para essa prevenção?

– Uma das medidas que mais resultam é o patrulhamento apeado na cidade, que fomenta a proximidade das populações com a autoridade, nomeadamente no que respeita aos comerciantes e às pessoas que vivem sozinhas. Também apostamos com regularidade em acções de fiscalização de trânsito que nos dão mais visibilidade.

cm