Uma norte-americana obesa, com 192 quilos, morreu no mês passado quando se encontrava de férias com o marido, na Hungria.



Segundo revela o jornal ‘The New York Post’, Vilma sofreu uma crise cardíaca na sequência de uma insuficiência renal, depois de ter sido recusada por três companhias aéreas que voavam para Nova Iorque por ter peso a mais.

Depois de ter sido negado o voo de regresso para os EUA, a mulher que residia no Bronx tentou ainda durante nove dias voltar para casa. Sem sucesso.

“Tudo o que ela queria era voltar para casa de modo a poder ser tratada”, disse o marido da vítima, Janos Soltesz.

Para a Hungria, o casal viajou no dia 17 de Setembro, com voos da Delta e da KLM, sendo que na ida Vilma teve de pagar duas passagens devido ao excesso de peso, ao passo que o companheiro apenas uma.

Passaram ainda vários dias numa casa de uma zona rural húngara, mas contavam voltar cerca de um mês depois. Porém, agravou-se o seu estado de saúde – além da insuficiência renal, a mulher sofria de diabetes – e a vítima ganhou ainda mais peso (por acumulação de líquidos) durante a lua-de-mel.

No regresso, a KLM terá dito que a extensão do cinto de segurança era insuficiente para conseguir transportar Vilma.

A mulher ainda se deslocou a Praga para tentar encontrar uma solução, mas sem sucesso. Num derradeiro esforço, uma equipa da Luftansha tentou transportá-la para o interior de um avião no dia 22 de Outubro. Algo que se revelou impossível, porque Vilma não conseguia sair da sua cadeira de rodas em direcção aos três lugares que lhe foram reservados.

“Ela estava muito doente e não confiava nos hospitais dos ex-comunistas húngaros, achando que eles não conseguiam satisfazer as suas necessidades”, partilhou Janos Soltesz.

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