Renato Seabra "só à força" volta a tribunal. A garantia foi dada pelo seu advogado, David Touger, depois de o modelo ter estado ausente das últimas quatro sessões, no Supremo Tribunal de Nova Iorque. O juiz aceitou o pedido da defesa, justificando que teme pela integridade física dos guardas.



Renato – acusado de ter matado e mutilado com um saca--rolhas o cronista Carlos Castro, em Janeiro de 2011 – alegou estar demasiado cansado, devido ao efeito dos medicamentos. Antes, gritara na sala de audiências, o que levou o juiz Daniel Fitzgerald a ameaçar expulsá-lo.

Ontem, continuou a ser ouvido o psiquiatra da defesa, Roger Harris. É a última testemunha a ser ouvida. Hoje deverão ser proferidas as alegações finais. O médico referiu que Seabra não teve consciência dos seus actos, mas foi alertado pela procuradora Maxine Rosenthal para as contradições entre o seu relatório e as notas que tirou na avaliação ao jovem.

A acusação pretende provar que a alegada tentativa de suicídio de Renato é demonstrativa da sua consciência de culpa. Harris defendeu, no entanto, que deve ser tido em conta o relato de Seabra no Bellevue Hospital: cortar os pulsos "foi um instinto animal" e não uma tentativa de suicídio.

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