Com o aproximar do final do julgamento de Renato Seabra, acusado de matar e mutilar com um saca-rolhas o cronista Carlos Castro, a 7 de Janeiro de 2011, em Nova Iorque, o advogado de defesa quer que o júri acredite na tese de que o modelo agiu motivado por perturbações psicológicas.

Ontem, nas alegações finais, David Touger pediu aos 12 jurados – seis homens e seis mulheres – que não considerem o arguido responsável pelo crime, por questões mentais, admitindo, porém, que o veredicto mais favorável para o português significará um internamento psiquiátrico "provavelmente para o resto da vida".

"Determinando que ele não é responsável por razão de insuficiência mental, não estão a deixar Renato sair em liberdade. Não estão a pô-lo na rua", disse Touger nas alegações finais, que duraram três horas. O advogado de Renato Seabra mostrou aos jurados fotografias do quarto onde se deu o crime e criticou o psicólogo contratado pelo Ministério Público, alegando que este ignorou os relatórios de vários colegas e da polícia. Já a acusação defendeu, perante os jurados, que o jovem matou "por raiva" e que "pensou claramente" a fuga. A procuradora disse ser "fabricada e ridícula" a tese da defesa.

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