O atropelamento mortal de uma menina de 11 anos foi a gota de água para a população de Nossa Senhora de Fátima, Aveiro, que hoje à tarde sai à rua numa manifestação que visa exigir mais segurança para a N235, que liga Oiã à A17.

Mónica Dias Freitas foi atropelada na tarde do passado dia 22 e viria a morrer, dois dias depois, no Hospital Pediátrico de Coimbra. Foi a 13ª vítima mortal, só entre peões, registada na via, já conhecida pelos moradores por ‘estrada da morte’.

"A Estradas de Portugal já tem um projecto para o local, mas ainda não saiu do papel, e nós temos de fazer alguma coisa para travar estas mortes", explicou ao CM Antero Santos, presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, que se junta ao protesto que arranca da igreja Matriz até ao cruzamento da bica, local onde a menina foi atropelada. Num dos sinais de trânsito da N235, foram colocadas flores e a fotografia da criança. "Não podemos assistir a este derramamento de sangue sem fazer nada", sustenta o presidente da junta de freguesia.

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