Os furtos em lojas comerciais têm vindo a aumentar na cidade de Fafe e os comerciantes temem que, com o agravar da crise, a situação venha a tornar- se insustentável.

Este tipo de crime é o que mais preocupa a população e boa parte dos comerciantes tem posto trancas na porta. "Há uma década, aqui em Fafe, nem se fechavam as portas; hoje, são poucas as casas que não têm grades e alarme", disse ao CM o comerciante Joaquim Alves.

De resto, no que toca ao crime mais violento, a GNR tem a situação praticamente controlada. Com um policiamento persistente nos principais acessos à cidade (auto-estrada, Guimarães e Póvoa de Lanhoso), as autoridades conseguiram limitar a circulação de gangs e reduzir o crime violento em Fafe.

"Quem se dirigir à cidade sabe que tem grandes probabilidades de ser alvo de fiscalização, ora isso faz com que quem se dedica ao crime e que, por norma, circula em carros roubados, evite esta zona" explicou-nos Luís Pires, o comandante do posto.

O vandalismo, contra mobiliário urbano e equipamentos públicos, é outro fenómeno em crescimento na cidade.

"POLICIAMENTO PODIA SER MUITO MELHOR": José Mário Silva, presidente da Junta de Fafe

Correio da Manhã – Considera Fafe uma cidade segura?

José Mário Silva – Num passado bem recente esteve melhor. Tem havido muitos assaltos, sobretudo este ano.

– Sabe a que se devem?

– Creio que tem a ver com a situação de crise que se vive, mas há mais razões.

– Quais?

– O policiamento, que penso que podia ser muito melhor. Eu sei que há falta de homens e de meios, mas também há alguma falta de vontade.

– Por parte dos militares?

– Sim. Isso tem a ver com o facto de a Justiça não actuar e mesmo com os cortes salariais de que está a ser alvo. Mas o povo não tem culpa.

– O que mais o preocupa?

– Além dos assaltos a lojas, preocupa-me o vandalismo. Temos tido prejuízos enormes com a destruição de ecopontos, parques infantis, etc. E, em alguns casos, a GNR até sabe quem são os prevaricadores e não actua.

cm