O número de casais desempregados duplicou no espaço de um ano para em Outubro atingir os 10 495 casos, segundo os dados ontem revelados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

É o valor mais elevado desde que há registo de casais em que os dois elementos estão no desemprego e constitui uma subida de 98,5 por cento face a Outubro de 2011; ou seja, no espaço de um ano mais 5209 casais foram atirados para o desemprego. Se recuarmos ainda mais, a subida é de quase sete vezes mais do que em Outubro de 2010.

No final do mês passado, havia 660 780 desempregados inscritos nos centros de empregos e, em termos individuais, 48,9 por cento, ou 322 903 pessoas, eram casadas ou viviam em situação de união de facto.

De acordo com o IEFP, mantém-se assim "o aumento constante" do número de casais com os dois cônjuges desempregados.

Este universo de desempregados está abrangido pela medida que permite a majoração do subsídio de desemprego em 10% quando ambos os cônjuges recebem subsídio e têm filhos a cargo, mas estão obrigados a descontar seis por cento desta prestação social para o Estado – após a majoração – como os restantes desempregados.

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