Um dia depois de milhares de pessoas encherem a praça Tahrir, no Cairo, contra o reforço de poderes do presidente Mohamed Mursi, a polícia reprimiu ontem novos protestos na capital egípcia.

À noite de distúrbios seguiu--se uma manhã de confrontos, que levou a polícia a lançar granadas de gás lacrimogéneo sobre grupos de jovens que pernoitaram na praça da capital.

No mesmo dia, os juízes do Tribunal Constitucional acusaram Mursi de desprestigiar aquele órgão judicial, que no domingo poderia ilegalizar a Assembleia Constituinte, dominada pela Irmandade Muçulmana. Subindo a parada do braço-de--ferro, essa organização marcou para o fim-de-semana manifestações de apoio a Mursi.

Refira-se que uma greve de magistrados mantém fechados os tribunais de cassação e de recurso do país.

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