Alunos da Escola Secundária Josina Machel, em Maputo, Moçambique, observaram esta quarta-feira, pela primeira vez, um planetário móvel trazido ao país pelo Centro Ciência Viva de Sintra, para ajudar a "desmistificar a percepção de que é difícil entender ciências naturais".

Dentro de um semiglobo de tenda insuflável, alunos e professores da segunda maior escola secundária de Moçambique puderam ver os vários planetas e astros do universo, projectados de um computador para uma tela montada na cúpula.

Antes dos alunos e professores, o planetário móvel foi visitado pelo ministro da Educação, Augusto Joni, que realçou que a iniciativa serve para "desmistificar a percepção existente de que é difícil estudar ou perceber disciplinas como Física, Química, Matemática", entre outras ciências naturais.

"Acreditamos que ao trazer para as nossas escolas o planetário móvel, os nossos alunos aprenderão astronomia da forma mais natural possível, pois estarão navegando pelo universo", afirmou Augusto Joni, falando na ocasião.

Depois da Josina Machel, a segunda maior escola secundária de Moçambique, o planetário móvel de Sinta estará na quinta-feira na Escola Secundária Francisco Manyanga, a maior deste nível no país, de onde rumará para a Escola Portuguesa de Maputo, antes de voltar a Portugal.

A coordenadora do Centro Ciência Viva de Sintra, Fernanda Bessa, disse à Lusa que a iniciativa é uma forma de ajudar a proporcionar às crianças moçambicanas um conhecimento indispensável para o seu futuro.

"O futuro da juventude moçambicana está nas suas mãos, mas só o será com segurança, se forem proporcionadas as ferramentas do saber, para uma sociedade mais culta e fraterna", afirmou.

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