Renato Seabra pode ser libertado caso não haja condenação por homicídio. O alerta foi feito aos jurados pela procuradora Maxine Rosenthal, ontem de manhã, na última parte das alegações finais do julgamento.



"Se for enviado para um hospital, não há garantia de quanto tempo ficará lá. Ficará até ser considerado que não é um perigo. [O advogado de defesa] não tem ideia de quanto tempo será hospitalizado, se considerado não responsável", disse Rosenthal.

Renato está acusado da morte e castração de Carlos Castro, num quarto de hotel em Nova Iorque, a 7 de Janeiro de 2011. Os jurados já estão a deliberar. E o veredicto pode ser conhecido a qualquer momento.

Para a procuradora, o arguido matou por "raiva, frustração, vergonha de ir para casa e ter de enfrentar amigos e família" – depois de ter mantido uma relação homossexual com o cronista Carlos Castro às escondidas da família, "numa performance digna de um Óscar". Maxine Rosenthal considerou que Renato é "narcisista" e fingiu gostar de Carlos Castro por "fama e luxúria".

"Porque matou? Porque o dinheiro, as prendas, a fama (...) estava tudo a desaparecer num instante", declarou a procuradora.

Segundo a acusação, o facto de Renato sofrer de insanidade temporária não é sinónimo de incapacidade em entender os actos. E deixou o alerta: se for considerado não responsável, por doença ou incapacidade mental, existirão audiências com peritos para determinar se será hospitalizado – e "não há garantia de que seja retido".

A acusação pediu a condenação de Renato Seabra por homicídio simples.

Após a deliberação dos jurados e caso seja considerado culpado, caberá ao juiz aplicar a sentença.

cm