Durante vários meses um imigrante de 19 anos manteve uma relação com uma menina de 13. O caso foi descoberto quando a menina engravidou.



O jovem assumiu os crimes e ontem foi condenado a dois anos e meio de pena suspensa por abuso sexual de criança agravado. A vítima, que actualmente tem 15 anos, deu à luz uma menina. O jovem, que agora tem 21, assumiu a paternidade da criança.

No tribunal de Santa Maria da Feira, onde foi julgado, o imigrante confessou os crimes. "Não havia como negar, porque a vítima engravidou e os testes de ADN provam a paternidade", afirmou o presidente do colectivo de juízes.

A relação entre os dois começou em finais de 2009. O jovem acabara de chegar a Portugal e conheceu a menina na escola, quando ela tinha apenas 12 anos. Ao tribunal, a vítima afirmou ter sido ela a procurar o rapaz para uma relação amorosa e por isso diz que não lhe guarda qualquer mágoa. O arguido tem acompanhado a filha, actualmente com um ano, mas a relação com a menor, que foi mãe aos 13 anos, terminou assim que o caso foi descoberto. O jovem beneficiou do regime especial para jovens delinquentes, por ser menor de 21 anos na altura dos factos. "Por outro lado, na altura tinha apenas 19 anos, uma idade não muito distante dos 12 anos da ofendida", acrescentou o juiz para justificar os dois anos e meio de pena suspensa aplicados na sentença. "No entanto, este crime é muito grave e teve sérias consequências", advertiu o juiz ao arguido.

cm