O sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro Hélder Evanio Damasceno da Costa, de 34 anos, foi morto com um tiro no peito por um colega, um tenente que o confundiu com um ladrão durante o assalto a uma carrinha de transporte de passageiros. O caso ocorreu na região de Tribobó, em São Gonçalo, na área metropolitana da capital carioca.



O agente da autoridade foi abatido quando, de arma em punho, perseguia um ladrão que acabara de fugir da carrinha. O tenente, cujo nome não foi divulgado, achou que o colega era o criminoso, atirou para matar e depois, por um motivo ainda desconhecido, abandonou o local.

Testemunhas contaram depois a outros polícias que, numa altura em que a carrinha seguia ao início da madrugada de quarta-feira numa estrada quase sem movimento na região de Tribobó, três dos passageiros levantaram-se, empunharam armas e anunciaram o assalto. O sargento, que era um dos passageiros e estava à paisana, sacou também da arma, matou um dos criminosos e feriu outro.

O terceiro assaltante aproveitou-se de o motorista, totalmente apavorado, ter pulado do veículo a gritar por socorro, saiu igualmente e começou a correr, tentando fugir.

O sargento foi atrás dele, com a arma na mão, e foi então que o tenente, que estava em patrulha naquela zona, o avistou e matou.

Não estão claras as razões que levaram o oficial a disparar directamente no peito do sargento, mesmo supondo que fosse um assaltante, em vez de lhe dar voz de prisão, e o que o levou a fugir do local depois do disparo mortal. O tenente apresentou-se numa esquadra da região e vai responder a um processo.

cm