Depois de ter sido impedido de regressar ao comando da esquadra da PSP de S. João da Madeira, após um acidente de trabalho que lhe provocou 80 por cento de incapacidade física, o subcomissário Carlos Duarte foi recentemente afastado pela Direcção Nacional da Polícia do Comando da Investigação Criminal de Espinho.



O oficial não se conforma e recorreu da decisão, alegando que está a ser discriminado por causa da deficiência física.

Tudo começou a 29 de Julho de 2008: após uma chamada que se viria a revelar de alarme falso (os jovens autores foram condenados), Carlos Duarte, de 46 anos, sofreu uma queda de sete metros. Regressou ao serviço em Outubro de 2010, mas foi impedido de reassumir o comando em S. João da Madeira.

"Após o acidente em serviço, encostaram-me na esquadra de trânsito", queixou-se Carlos Duarte, numa exposição enviada ao Sindicato dos Oficiais de Polícia. A 17 de Setembro último, por ordem do Comando de Aveiro, passou a dirigir a investigação criminal de Espinho, o que fez durante mês e meio – liderou, no terreno, 4 operações. Contudo, no passado dia 1, regressou ao comando do trânsito, supostamente por não poder usar arma. "O não uso e porte de arma não são requisitos essenciais e determinantes para o exercício das funções de comandante da investigação criminal", sublinha o oficial.

A Direcção Nacional da PSP não se pronuncia sobre o caso. Carlos Duarte também não quis falar ao Correio da Manhã.

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