Foi com consternação e angústia que, no quartel dos Voluntários do Sabugal, foi recebida ontem à tarde a notícia do acidente que deixou em estado grave o bombeiro Sérgio Hilário, de 36 anos.



Estava de regresso ao Sabugal, com uma doente e o seu acompanhante, que tinha levado a um tratamento a Coimbra, quando, no IP3, a ambulância se despistou e capotou, na localidade de Espinheira, Penacova.

O bombeiro, que conduzia a ambulância, terá sofrido um AVC, o que o impediu de controlar o veículo. Ao início da noite, internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra, mantinha-se com "prognóstico reservado".

"Não compreendo como alguém tão novo e regrado pode sofrer um AVC assim de repente", lamentava Joaquim Bogas, comandante da corporação. De hora a hora, explicou ao CM, procurava saber a evolução do estado do bombeiro.

O comandante da corporação descreve Sérgio Hilário como uma pessoa "sempre muito bem-disposta e voluntariosa", nunca tendo evidenciado sinais de qualquer problema de saúde.

A preocupação do comandante estendia-se, ontem, aos demais elementos da corporação. Rostos sombrios, iam perguntando pelo estado de saúde do colega. "Aqui, somos todos família e quando um de nós está mal, todos os outros sofrem", sublinha o comandante.

Sérgio Hilário é bombei-ro desde 1996 no quartel do Sabugal, onde ocupa o posto de subchefe.

Ontem, após o acidente, foi encontrado em paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado e levado, em estado muito grave, para o hospital.

A doente e o seu familiar não sofreram qualquer ferimento e, à noite, regressaram ambos a casa, em Santo Estêvão, Sabugal.

cm