A acção dos seis homens e uma mulher foi, segundo a acusação, "explosiva em termos sociais".

Entre 2010 e 2011 usaram viaturas de gama alta, roubadas por carjacking (ficaram conhecidos como o gang do BMW) para assaltar à mão armada, nos concelhos de Setúbal e Palmela, onde igualmente faziam explodir à bomba caixas ATM – foi o caso do Mercado Municipal da Quinta do Anjo, Palmela, onde arrasaram o edifício para roubar 15 mil euros.

Mas, depois do inquérito conduzido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, a prova recolhida foi considerada "insuficiente" pelo procurador, que está agora a representar o Ministério Público em julgamento.

No Tribunal de Setúbal, o magistrado Deniz Cruz defendeu mesmo a absolvição dos sete arguidos nas alegações finais do processo. "O que temos em termos de prova relativamente à maioria dos arguidos são pedras soltas", opinou durante a sessão da última quinta-feira.

Acrescentou que as mesmas "não fazem prova contra nenhum dos arguidos relativamente aos crimes de que vêm acusados". Recorde-se que os sete arguidos vêm acusados de crimes como associação criminosa e roubo. Foram presos numa operação da Polícia Judiciária.

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