"Basta o PS estar na maioria, volta o 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro. Alguém tem dúvidas sobre isso?". O desabafo é de Ribeiro e Castro, deputado e ex-líder do CDS, no final das cerimónias do último 1º de Dezembro como feriado nacional

A seu lado tinha o anfitrião, o autarca de Lisboa, António Costa (PS), que ontem falou do momento actual, de uma "crise moral", antes de ser económica, e deixou a promessa: continuar a celebrar o Dia da Restauração na capital.

Ribeiro e Castro, por seu turno, não poderia ser mais duro com o seu próprio partido que suporta o Governo: "Espero que sejam ainda o PSD e o CDS a limpar o disparate que fizeram", declarou aos jornalistas.

Em causa está a suspensão do 1.º de Dezembro, um dos quatro feriados que sai do calendário a partir de 2013.

Depois, o autarca de Lisboa usou da palavra para garantir que continuará a assinalar o dia e convidou todos os municípios a promoverem um festival nacional de bandas filarmónicas.

Na sua intervenção, Costa recordou que muitos consideraram "inevitável a perda da independência [para os espanhóis]" entre 1580 e 1640. E, tal como "hoje, houve sempre quem achasse que a melhor maneira de defender os nossos direitos é desistir". Por isso, defendeu a renovação do patriotismo e de uma "exigente exemplaridade cívica e democrática".

Numa frase que poderia ser de primeiro-ministro, de Chefe de Estado ou de candidato às Legislativas, Costa concluiu: "Hoje, ser português e patriota é querer um país em que todos gostem de viver, que não tire a dignidade aos mais velhos, nem a esperança aos mais novos".

cm