No dia em que se recordou Álvaro Cunhal durante vinte minutos – com a maior ovação do congresso –, os comunistas divulgaram ontem que o partido registou um resultado negativo acumulado de 210 mil euros entre 2008 e 2011.

O prejuízo foi compensado com receitas de "gestão de património" e subvenções, segundo o relatório de contas distribuído na reunião magna aos mais de mil delegados, em Almada. Isto, enquanto alguns dirigentes do PCP acusaram a Entidade das Contas, que fiscaliza as contas partidárias, de ter uma acção assente no "arbítrio e abuso de poder".

O ponto mais alto foi o visionamento do filme ‘A vida deu--lhe razão", dedicado ao histórico líder comunista Álvaro Cunhal. A irmã, Eugénia Cunhal, assistiu à homenagem. No final, defendeu que o partido não pode estar virado para dentro. Já o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, excluiu o PS de um governo de esquerda enquanto não rasgar o acordo com a troika.

O deputado Agostinho Lopes apontou a saída da Zona Euro e o ex-líder Carlos Carvalhas disse que a Banca "aguenta" pagar mais juros.

O Comité Central foi aprovado com 97% dos votos, 14 votos contra e 21 abstenções.

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